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200 anos de Charles Dickens!!
Nascido em 7 de fevereiro de 1812 (há 200 anos!!) era filho de um escriturário da Marinha que acaba perseguido por seus credores e preso em Marshalea, o cárcere dos devedores. Elizabeth, sua mãe, vende os parcos bens da família e, aos 12 anos, Charles emprega-se em uma fábrica para ajudar no sustento.
A situação econômica melhora com a pequena herança recebida quando da morte da avó paterna, suficiente para pagar as dívidas e libertar o pai da prisão. Por um tempo, Charles pôde voltar à escola, onde recebeu os maus tratos que relataria em seus livros.
Dickens pensou em tornar-se ator, trabalhou como aprendiz na casa do procurador provincial, aprendeu estenografia e, aos 20 anos, empregou-se no True Sun, em uma época em que ser repórter exigia uma dose de desconforto em constantes viagens pelas províncias, alimentação incerta e cansaço constante. Mas Dickens divertia-se dando vazão à sua vontade de aventuras e anotando os episódios mais pitorescos pelos quais passava.
Utilizando o pseudônimo de Boz, enviou suas primeiras crônicas ao maior jornal inglês da época, alcançando sucesso narrando fatos verdadeiros e fictícios da Londres do século XIX. Esse sucesso valeu-lhe a encomenda de escrever um romance de folhetim, publicado aos capítulos: As aventuras do Sr Pickwick. A mais esse êxito juntou-se Oliver Twist (1837). Doze anos depois escreve o que seria considerada a sua obra prima, David Copperfield, em muito inspirado em sua própria vida.
Fonte: Um Conto de Duas Cidades, de Charles Dickens, Editora Nova Cultural, 1996, in "Charles Dickens (1812-1870)
LIVROS DE CHARLES DICKENS DISPONÍVEIS NO SEBO POR TODO CANTO LIVROS:
O Diário de uma boa vizinha, de Doris Lessing
Quer orçamento da remessa? Basta dizer o número do cep
O INOCENTE, de Ian MacEwan
Companhia das Letras, 2003, 490 g
Livro vendido
O cenário. A história se passa em uma Berlim 10 anos após o término da II Guerra, em que os escombros ainda dominam a paisagem urbana. Leonard Marnham, jovem, técnico em telefonia, sai de sua protegida vida familiar londrina para participar de um ultra-secreto plano de espionagem anglo-americano. O muro a separar Berlim ainda não existe, mas a cidade já está dividida pela ocupação americana em um setor e ocupação russa em outro setor.
O inexperiente Leonard logo torna-se próximo do americano Bob Glass, obcecado pela segurança do projeto Gold – operação secreta que realmente existiu - e que lhe apresenta a Berlim glamorosa, com bailes animados e boates para solteiros. E é em um desses locais que conhece a linda alemã Maria, de quem torna-se amante apaixonado.
Os primórdios da Guerra Fria. Em tempos de internet, mundo virtual, economias globalizadas, parece inusitada a construção de um túnel de proporções gigantescas, a passar por baixo da fronteira entre os setores americano e russo, em que linhas de comunicação espiãs, captam informações do setor russo. Esforço gigantesco em trabalho, tempo, dinheiro e mão de obra de ingleses e americanos, dando a tônica de como funcionava uma parte do mundo da espionagem no período da Guerra Fria.
O autor. O respeitado autor de língua inglesa, Ian McEwan, descreve a situação vista no ritmo do olhar de Leonard Marnham, em sua forma contida de encarar as emoções do amor, a destruição da cidade e a importância do projeto em que participa, deparando-se o personagem em situações-limites em que todos espionam a tudo. Situações contidas e sob-controle que, a qualquer momento podem explodir em violência e brutalidade, levando Leonard a entrar em outro túnel, a da sua própria consciência, este muito mais difícil de ser transposto.
Ian McEwan publicou também Reparação, transformado em filme de sucesso por Joe Wright. O inocente foi levado às telas em 1993, em filme dirigido por John Schlesinger, com Anthony Hopkins, Isabela Rosselini e Campbel Scott.
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Malba Tahan - Júlio Cesar de Melo Souza
Julio Cesar de Melo Souza, desde menino um apaixonado pela cultura árabe, influenciado que foi por suas leituras de As Mil e Uma Noites. Querendo lançar-se como escritor e sabendo da dificuldade de um autor nacional publicar livros no Brasil, Julio Cesar criou o personagem Malba Tahan, de quem se dizia tradutor. Malba Tahan nasceu em 1885, na Arábia Saudita e estudou em Istambul e Cairo. Muito moço foi prefeito
Julio Cesar de Melo Souza, o Malba Tahan, matemático, professor, escritor, contador de histórias, é o autor dos seguintes livros, dentre outros:
A SOMBRA DO ARCO-ÍRIS (romance) 3 volumes
A ARTE DE LER E CONTAR HISTÓRIAS
O HOMEM QUE CALCULAVA, talvez seu livro mais conhecido
CÉU DE ALLAH (contos)
MIL HISTÓRIAS SEM FIM (contos) 2 volumes
SELEÇÕES (os melhores contos)
LENDAS DO DESERTO
LENDAS DO POVO DE DEUS
LENDAS DO CÉU E DA TERRA
NOVAS LENDS ORIENTAIS
MINHA VIDA QUERIDA
MAKTUB (Estava escrito!)
AVENTURAS DO REI BARIBÉ
SOB O OLHAR DE DEUS (romance)
A CAIXA DO FUTURO ( novela juvenil)
PACA TATU... (contos infantis)
AMIGOS MARAVILHOSOS (novela infantil)
Presto com fuoco, de Roberto Cotroneo.
Preço de venda: R$ 17,00
Editora Record, 236 páginas, livro usado, em bom estado geral.
Enganado está quem pensa que tudo já foi dito, escrito e publicado
A trama. A história é pouco a pouco revelada pela voz do pianista, demonstrando sua ansiedade crescente para finalmente ter acesso à partitura, suas evoluções musicais e de pensamento embaladas por música, recordações e história. Ou, melhor: narradas como música, um presto con fuoco impossível de ser tocado, mesmo por ele.
O resultado. Um prazer ler esse livro.
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Um crime quase perfeito, de George Lamazière

Nova Fronteira, 1995, 256 páginas, 400 gramas
Livro sem uso, com pequenas manchas amareladas pelo tempo na extremidade externa das páginas. A
Preço de venda: R$ 14,00
“Toda literatura, e não somente a policial, se funda na questão da verdade. Édipo, Hamlet, Otelo. Não é preciso sublinhar que a mesma questão é central em qualquer ciência. A palavra investigação é comum à ciência, ao trabalho policial e jornalístico. O que o homem busca através de todos esses avatares é a verdade, como resposta ao desejo de saber o que somos. Por isso, de todas as estórias, ou histórias, a que mais nos interessa é a da nossa origem. Como viemos a ser o que somos.”
Essa citação está entre as últimas páginas do livro “Um crime quase perfeito” que relata a história de três amigos do tempo do Colégio Santo Inácio, no Rio de Janeiro. Na adolescência, os sonhos de sucesso, fortuna, poder e, na fase adulta, as concretizações dos desejos adicionadas às traições de diversos gêneros.
O enredo tem como mote o assassinato de um ex-ministro brasileiro, encontrado em um quarto de hotel em Genebra, com o crânio perfurado por uma estatueta de bronze. Os três amigos, depois de anos, têm suas vidas novamente entrelaçadas: Felipe, assessor direto do presidente da República, tem como função “especial” tirar o governo do tiro direto da imprensa, pelo interesse que este teria na morte do ex-ministro corrupto, como queima de arquivo de negócios escusos. Fred, empresário corruptor, pagou uma grande soma ao ex-ministro Ferreira por informações privilegiadas e é o principal suspeito do crime, por estar na mesma cidade que a vítima, no dia do assassinato. Bob, repórter investigativo mais afeito às grandes doses de uísque, ao saber da morte do ex-ministro e do possível envolvimento de seu amigo de colégio no crime, pressente uma “grande reportagem” que o tirará do limbo profissional; parte, então, de Nova Iorque para investigar o crime em Genebra. Há um outro suspeito do crime, Dorival, prejudicado nos negócios pela informação dada pelo ex-ministro Ferreira à Fred, o que o fez perder grandes somas de dinheiro.
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Filmes baseados nos livros de Cornélio Pires
* Sertão em Festa, dirigido por Osvaldo de Oliveira em1970, baseado no livro "Meu Samburá".
* A Marvada Carne, dirigido por André Klotzel em 1985, baseado principalmente no livro “As estrambóticas aventuras de Joaquim Bentinho, o queima campo”, livro disponível no sebo Por todo canto LIVROS.
Os livros de Cornélio Pires
Musa caipira, 1910
Versos, 1912
Versos velhos, 1912
Cenas e paisagens de minha terra, 1912
Monturo, 1915
Quem conta um conto..., 1919
Conversa ao pé do fogo, 1921
Estrambóticas aventuras de Joaquim Bentinho, o queima campo, 1924
Continuação das estrambóticas aventuras de Joaquim Bentinho, o queima campo, 1925
Tragédia cabocla, 1926
Patacoadas, 1926
Seleta caipira, 1927
Almanaque do Saci, 1927
Mixórdia, 1927
Meu samburá, 1928
Sambas e cateretês, 1932
Chorando e rindo, 1933
De roupa nova, 1933
Só rindo, 1934
Tá no bocó, 1935
Quem conta um conto... e outros contos (Coisas do passado), 1934
Enciclopédia de anedotas e curiosidades, 1945
Ondes estás, ó Morte!, 1944
Coisas do outro mundo, 1944
Três livros não chegou a publicar: Prosa fiada, Caipiradas e Meu filho voltou.
Os dois primeiros títulos desapareceram do hotel onde Cornélio Pires se hospedava em São Paulo. "Meu filho" seria sua biografia, perdida nas inúmeras viagens que escritor fazia habitualmente.
Cornélio Pires - O bandeirante do folclore paulista e o pai da música caipira
de 20 a 28/08 (não consta ano), Tietê, São Paulo
[...] Tu, Cornélio, és um dos pouquíssimos que vão ficar. Há tantas verdades nos teus tipos, tanta vida, há tanto humanismo na tua obra, há tanta beleza e originalidade em teu estilo, que estás garantido: estás à prova do tempo que varre impiedosamente o que é medíocre. [...] Monteiro Lobato
Cornélio Pires nasceu em 13 de julho de 1884, no bairro de Sapopemba, na cidade de Tietê. Viveu seus quase 74 anos, em andanças, entre causos e música caipira.
Já no seu batizado ocorria um fato que como causo seria contado:
O padre Gaudêncio, amigo e parente da família, pergunta prestes a batizá-lo: "Qual vai ser o nome do menino?" Uma das tias presente à cerimônia e apaixonada por um tal Rogério, pensando em homenagear o amado, responde: "Rogério!" O padre Gaudêncio, já muito velho, não titubeia e... "Eu te batizo Cornélio Pires".
Lá pelas tantas, já um moço, apaixona-se pela Belinha e escreve ao pai da moça, pedindo-a em casamento. A resposta também veio por escrito:
"Sinhore Tuvúrcio.
Reçuvi a bóça. Tanho a dizer-lhe q. a rapariga não tain querere eu sou o dono da familha e não tanho q. dare satisfações, porque quando não qremos eu e a Jarônima ninguáin mais tem querere. Fasça seus bérços e trate de procurare oitra q. não tanha quaine zele.
Quem bérços faz na miséria morre. Biba!
J.Juzé Joaquim Preira."
Cornélio Pires volta para São Paulo, desiludido, a afogar na bebida as dores de amores. Acabou por perder o trabalho por falta de freqüência. Retorna a Tietê, dedicando-se à poesia e à vida boêmia. Não tardou a endividar-se. Deu satisfações aos seus credores por meio de um soneto, publicado no jornal "O Tietê":
CADÁVERES
A quem quiser a carapuça
Credores e credores!... mais credores!...
Tenho-os já de um cento muito perto...
e tive nos livrões título aberto.
A coluna do Deve (estou bem certo)
é cheia de algarismos de valores!
A do Haver... assemelha-se a um deserto!
Algarismos? Nem um! Só cobradores.
Correm a vista pelo plano branco
sem divisar sequer um habitante!
Só os cadáveres vêem... Sou franco.
Tanto... tanto e mais tanto... soma e segue!
Reconheço que devo já bastante,
mas vão cobrar ao diabo que os carregue.
Um precursor
Contando assim a sua vida, não faz parecer a importância que Cornélio Pires teve para a cultura caipira e, principalmente, para a música caipira. Sem dúvida, foi um precursor, tido como o primeiro produtor independente de discos da fonografia nacional e o único com selo exclusivo dentro de uma gravadora que não era sua. Mas vamos contar como isso se deu:
Em 1927 chegava ao Brasil a gravação elétrica e, no início de 1929, saíam os primeiros discos da Colúmbia. Nesse tempo, Cornélio Pires já era nacionalmente conhecido. Ao saber do lançamento dos primeiros discos, Cornélio procurou Dr. Alberto Jakson Byington Jr., propondo-lhe a gravação de anedotas e música regional paulista.
Dr. Byington não interessou-se pelo negócio e começou a colocar obstáculos. Primeiro, deu um preço elevado pela tiragem mínima de discos. Depois, exigiu o pagamento em dinheiro. Sem discutir, Cornélio saiu para voltar em breve com um pacote.
-- O que é isso? – pergunta Dr. Byington.
-- Abra e veja. – disse Cornélio.
Era dinheiro, muito dinheiro.
A primeira turma a ter gravada suas músicas, foram Mariano e Caçula, Zico Dias e Ferrinho, Arlindo Santana e Sebastiãozinho. Foram gravados seis discos, com tiragem de 5 mil cópias cada um. Uma tiragem espantosa e um sucesso absoluto.



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